Por Gabriela Farias/Pedro Emmanuel Goes
13/04/2026 06:30 | Atualizado há 1 dia
Era 1726 quando a pequena Fortaleza de Nossa Senhora de Assunção passou de uma simples ocupação ao redor do forte holandês Schoonenborch (atual sede da 10ª Região Militar do Exército Brasileiro, localizada no Centro da cidade) para ser oficialmente reconhecida como vila. Em 300 anos de história, o pequeno povoado ao lado do Riacho Pajeú transformou-se na capital mais populosa do Nordeste, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), com 2,5 milhões de habitantes, consolidando-se como a 4ª maior capital do Brasil. A história dessa cidade está profundamente entrelaçada aos seus processos de migração, manifestação cultural, geografia climática, modernização e política.
Fortaleza jamais poderia ser o que é hoje sem as inúmeras intervenções sociais promovidas por políticas públicas – votadas e discutidas no Legislativo cearense – que moldaram a forma de enxergar e vivenciar a cidade. A história da Assembleia Legislativa do Estado do Ceará (Alece) se confunde historicamente com a evolução de Fortaleza, afinal, em 191 anos – completados em abril de 2026, mais da metade desses 300 anos –, a Alece coexistiu historicamente em três emblemáticos espaços da capital cearense.
Até aqui, foram quase dois séculos de uma relação quase simbiótica. Segundo o historiador Evaldo Lima, ex-secretário da Cultura de Fortaleza, ao longo desses anos, “a Alece acompanhou os ciclos históricos da Capital e dialogou com eles frequentemente, desde a vila portuária de feição colonial à metrópole contemporânea, marcada por intensos fluxos urbanos, culturais e econômicos”, constatou.

Historicamente, cidades se formam próximas a cursos d’água (rios, lagos e oceanos), por uma questão de logística e sobrevivência. Não foi diferente com Fortaleza, que nasceu ao lado do Riacho Pajeú, onde, com o passar dos anos, foram construídos nas redondezas o forte holandês Schoonenborch (posteriormente batizado de Fortaleza de Nossa Senhora da Assunção), a Catedral Metropolitana de Fortaleza, a Praça dos Mártires (Passeio Público), a Estação de Trem João Felipe e a Santa Casa da Misericórdia, todos localizados no bairro que conhecemos hoje como Centro. Nessa área, mais especificamente na Rua Caio Prado, número 34, surgiu a “Salinha”, sede do Conselho Provincial do Ceará, embrião da Assembleia Provincial do Ceará.


